Olá. Tento escrever sem passar para o drama, que é minha especialidade, mas sinto que tudo que eu falar aqui soará meio dramático. Então sigamos o coração.

Eu na verdade acho que todo protetor se sente assim. Aquela sensação de: "tô fazendo tudo certo?". É uma vida na sua mão. O pior é: quem se propôs a salvá-la foi você mesmo.

Foi um dia longo, dormi horas entrecortadas para dar comida ao pequenino. Tô com medo porque não sei se ele está fazendo cocô certo. Se está pouco, ou muito, sei lá, não sou mãe gata. Fora que ele está comendo bastante. Parece um hamster barrigudinho quando acaba de mamar e eu me pergunto: "é pra deixar ele comer assim? Mas ele mama, ele mia, ele pede..."

É difícil fazer este tipo de trabalho quando a vida pessoal está uma droga. A profissional não está muito melhor, apesar de ter conseguido um novo emprego logo após perder meu último. Pra os poucos que me leem, sou professora de inglês. Falhar, fora a tristeza natural, significa mais um fracasso. Mais uma perda. Eu não lido muito bem com perdas. Penso que protetores tem que ser quase como médicos, ou endoidam lidando com vida/morte/vida numa frequência grande. Terapia pra todo mundo. Bem, eu estou fazendo a minha.

Fora isso tem o Harrison, o gatinho sem um olho que cuido da rua. Ele vem, come, vai embora. Mas hoje ele quase não comeu. Ontem não apareceu. Fico com dor na consciência de deixá-lo do lado de fora mas o que posso fazer? Não tenho espaço, moro em apartamento, pequeno, por sinal. Com 5 gatos e 1/4 (que é o pequenino, que eu contaria como um porquinho-da-índia).

Fiz escolhas erradas hoje. Tomei café para despertar e por consequência tenho mais uma insônia. E é por isso que estou aqui no blog hoje.


Enfim. Mais um dia.




Peço que me desculpem os erros de português, pois escrevo morrendo de sono, na minha jornada de salvar um bebê gatinho de 15 dias ou quem sabe 17... Agora que ele passou sua segunda noite comigo.
Já falei que gostava de usar um blog para assuntos pessoais e talvez por não estar fazendo isso antes ele estava parado... Mas agora, pra não me entregar ao sono, resolvi passar o tempo a escrever mais.
Como é isso de cuidar de um bebê tão novinho? Dá medo. Muito medo. Cada vez que abro a porta do quarto onde ele está me bate um pavor dele não estar respirando. Brinco com minha mãe que já que, até agora aos 33 anos não lhe dei netos, resolvi brincar de mãe com bichinhos. :)
Para cuidar de um animalzinho assim primeiro não tem que ter nojo. É. porque sabe como eles fazem xixi e cocô? Estimulando suas "partes íntimas" com um algodão ou, como foi na primeira vez que consegui, com o dedo mesmo. Pense que este bichinho estava a algumas boas horas sem fazer suas necessidades até que eu me desse conta disso.

Eu queria ir no banheiro mããe!

Aí vem o leite. No desespero comprei o NAN. Mas vi 500 posts na internet dizendo que tinha que comprar o leite especial. Fora a mamadeira, pois o bichinho estava ligeiramente contrariado por estar tomando leite na seringa... Mas e pra achar a danada da mamadeira pra filhotes? 3 Pet shops. Isso sem contar no desespero.com.br pois tive que passar umas 5 horas fora de casa resolvendo minha vida (terapia + contadora pra rescisão da escola que trabalho + almoçar neste meio tempo + comprar a bendita da mamadeira). "Pelos Deuses ele vai morrer de fome!!". Aí chego em casa e  cadê que o bichinho pega o bico da mamadeira? Corta o bico, tenta daqui, de lá e UAU! Consegui.

Bem melhor!

Sei que tem gente que vai achar que to escrevendo isso aqui pra que joguem confete no que estou fazendo. Não. É que preciso desabafar um pouco. Vejo as pessoas me chamando de anjo por estar fazendo isso, mas que nada, anjo coisa nenhuma, sei de protetores que fariam isso e muito mais. Devia deixar de pensar nos meus problemas, que não são nada perto do sofrimento que passam estes animais. Este foi jogado na Avenida Boa Viagem pra morrer, por exemplo. E eu não a muito tempo estava com pena de mim mesma, tomando remédio e reclamando da vida ingrata. Tá. Ainda preciso internalizar muita coisa e... ops. Esqueci que isso não é minha psicóloga.

Anjo de verdade.

Então é isso. Devo vir aqui mais vezes pra desabafar. A gente lida com o milagre da vida à sombra da morte e isso apavora as vezes. Escrever sempre me ajudou, de qualquer forma. 
Vou lá abrir a porta do quarto dele de novo e... tome frio na barriga.






A escolha do animal de estimação conta muito no momento do julgamento da sociedade. Macho que é macho, se pudesse, criaria um dinossauro em casa, alimentando-o com os pedaços ensanguentados da torcida do time rival. Como isso não é possível (ainda), convencionou-se que homens curtem cães e que gatos são coisa de mulher, quase sempre solitária, louca, mal-amada e/ou praticante de magia negra. Estereótipos. Eu mesmo sempre gostei de animais de todos os tipos e já criei passarinho, papagaio, jabuti, coelho e, claro, cachorros. Nunca havia tido gatos, até que um apareceu para mim, bem no meu local de trabalho, magro, arrepiado, com cara de assustado, novinho demais para estar se aventurando assim pela vida e pelo pátio de uma faculdade. Por morar só em um apartamento que é menor do que um banheiro de rodoviária (porém com um cheiro semelhante), meu primeiro instinto foi procurar o dono ou alguém mais estruturado para ficar com ele. Decidido a encontrar um lar para o bichano, conversei com o vigilante do dia.
 

- O senhor sabe quem é o dono desse gato?
- Rapai...esse gato tava por aí no pátio.
- Eu sei. Foi lá que eu peguei ele. O senhor sabe quem é o dono?
- Rapai...né o senhor não, professor?
- ...veja. Veja só. Eu tô aqui perguntando ao senhor, porque eu não sou o dono e nem sei quem é. O senhor entendeu?
- Rapai...sei não. O senhor pode deixar aí pra ver se aparece alguém que leve.
- Hmmm. É, né? Ele deve ter dono ou uma mãe aqui perto. Melhor deixar ele e...
- Agora mais tarde vão soltar Florzinha.
- ...oi? Florzinha?
 

- É o cachorro do diretor, uma mistura de dobermann com pitbull. Ninguém sabe como um dobermann acabou cruzando com um pitbull, por causa da altura, né? Vai ver usaram um banquinho. Mas o cachorro é o cão, professor. Já matou sete gatos esse mês e tenho certeza que um deles foi só de susto.
 

- ...o senhor tem uma caixa de sapatos pra me emprestar?

E foi assim que me vi voltando para casa de bicicleta, a mão esquerda no guidom, a direita segurando uma caixinha de papelão trêmula com a tampa furada, que de vez em quando miava desesperadamente toda vez que eu ameaçava perder o equilíbrio. Ainda estou me acostumando com a ideia de ter um felino em casa e, enquanto isso, a notícia vai se espalhando entre amigos e parentes. Para a grande maioria das pessoas, um homem solteiro que mora sozinho criando um gato é uma coisa no mínimo esquisita. Para alguns, até mesmo alarmante.
 

- Alô? Fred?
- Alô, vó? Tudo bom?
- Meu filho, que história é essa de gato?
- Bom, eu...eu achei um e trouxe pra casa. O nome é Azeviche. Hmmm. Gostou?
- Azeviche? Que muléstia é essa?!
- É o nome de uma pedra preciosa, vó, toda preta. Que nem ele.
- Você tá criando um gato preto? Virou macumbeiro, foi?!
- Macumb...o que danado uma coisa tem a ver com a outra?!
- BAIXE O TOM DE VOZ PRA FALAR COMIGO, AQUI NÃO TEM NINGUÉM GRITANDO!
- ...certo, vó. Desculpa. Olha, o gato é preto sim, eu não acredito nessas coisas, não tenho superstição nenhuma, tô nem aí. Tá bom?
- Mas meu filho, um gato, prum rapaz assim, solteiro. Não fica bem.
- Como assim, não fica bem?
- O povo vai começar a falar...sabe como é, vão dizer que você é feito esses homens, sabe, que hoje em dia toda novela tem um.
- Galã?
- Não, frango.
- VÓ! Isso é jeito de falar?! E outra, eu não sou gay. Não sou. Por que é que a senhora sempre acha que eu sou gay?
- Porque você me dá motivo.
- ...tchau, vó.
 

Não é fácil criar um gato quando não se tem experiência nenhuma no assunto. Ele não funciona da mesma forma que um cachorro e tem necessidades diferentes. Da mesma forma, a interação com o bicho reserva lá suas peculiaridades. Por exemplo, quando um gato deseja demonstrar desgosto pelas besteiras que o humano desajeitado que mora com ele perpetua diariamente, ele não faz escândalo. Não berra, morde ou te estapeia enquanto você dorme, por mais que você mereça. Não, tais coisas estão abaixo dele. Quando um gato desce do seu pedestal para criticar seus inferiores, ele mija. Mija no chão que você acabou de lavar. Mija no seu sapato social que foi o último presente da sua tia-avó falecida. Mija ao lado da caixa de areia, mas não dentro dela, só para acrescentar avacalhação à ofensa. Mija no sofá que você não impermeabilizou porque é um humano burro e pirangueiro, mija nos pratos que você lavou e deixou no escorredor, mija com a altivez de um anjo distribuindo justas punições. Uma vez, bebi água com um gosto altamente suspeito, de um copo que eu tolamente havia deixado em cima do balcão enquanto ia ao banheiro. Mais de uma vez precisei colocar na janela o colchão que Azeviche havia escolhido como alvo de seus castigos felinos, suportando em silêncio os boatos humilhantes que se espalhavam entre os vizinhos. E aqueles olhos azuis sempre me seguindo pela casa. Me julgando. Evito até tirar a roupa na frente dele, com medo do que ele pode pensar da minha barriguinha protuberante. O danado do gato me fez voltar à academia.
 

Pior é quando ele decide usar as minhas canelas para afiar as unhas ou me matar do coração, correndo pelo apartamento como um ninja em miniatura, caçando coisas que não estão lá. É difícil compreender como um bicho tão pequeno consegue ocupar todo o espaço de uma cama de casal. Isso quando não resolve dormir em cima da tampa da privada, do teclado do computador (enquanto eu estou usando), da pá de lixo ou da minha cabeça, quando está se sentindo particularmente aventureiro. Azeviche tem algum tipo de fetiche por crânios, materializando-se em pleno ar com as garras estendidas em direção ao rosto assombrado do infeliz mais próximo, quase sempre eu. Dia desses, esqueci da fixação que gatos têm por fios de qualquer tipo e cometi a temeridade de tentar colar o cabo da internet na parede do apartamento. O gato, claramente seguindo os desígnios de seu mestre satanás, aproximou-se com propósitos sombrios. Alarmado, travei um dos diálogos mais tensos da minha vida.
 

- Azeviche, o que você...o que é que...pare! Não se aproxime!
- ...
- Azeviche, é sério! Essa cola é altamente tóxica! E seca em segundos! Fica aí!
- ...
- Isso...isso foi um sorriso?! Pare de me olhar assim! Já pedi pra nunca mais me olhar assim!
- ...
- Por favor! Você fica na cama e eu no sofá a semana inteira! Azeviche, eu tô de joelhos aqui!
- ...
- Não! Não pula! Por tudo o que é sagrado, não pulaAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRRRGH!


Quem poderia imaginar que os planos de saúde não cobrem ataques de felinos domésticos? Ao menos o médico do posto de saúde me garantiu que em um mês ou dois, meus dedos iam descolar e eu ia voltar a ter a sensação de tato do cotovelo para baixo. O mais complicado foi arrancar os fios grudados pelo corpo todo com um mínimo de perda de pele. Tudo bem, só dói enquanto estou consciente. Azeviche nunca se desculpou, mas também nem precisa. O que é uma briguinha entre amigos? Porque se a relação com um cão é de dependência afetiva, com um gato é de camaradagem masculina em sua essência mais pura. Ele não vem quando eu chamo, me ignora quando preciso dele, me sacaneia sempre que pode e peida descaradamente quando minha namorada me visita. Azeviche e eu não precisamos um do outro, nós gostamos um do outro. O que é mais do que se pode dizer de muitos casais por aí.

Eu não o adotei, decidimos morar juntos, coisa de amigo mesmo. Bromance. Só espero que ele jamais descubra o quanto eu preciso dele.

Aí sim, que ele ia ficar insuportável mesmo.



Fonte: Revista MENSCH





Dez razões para adotar um animal adulto

1. Os adultos já têm uma personalidade definida e dificilmente mudam de comportamento sem nenhuma razão. Por isso você já sabe se ele é calmo, brincalhão, se convive bem com crianças, entre outras características. No caso dos filhotes tudo é uma surpresa.
2. Você já sabe o tamanho do animal, afinal ele não irá mais crescer.
3. O animal adulto dá menos trabalho com relação a comportamento, como por exemplo, fazer xixi fora do lugar.
4. Os adultos não têm necessidade e nem tendência para destruir objetos da casa.
5. Outro benefício em adotar um animal adulto é poder escolher um companheiro de acordo com o perfil do tutor.
6. Enquanto os filhotes querem correr, escalar, desvendar a nova casa, os animais adultos preferem passar seu tempo com o tutor e com a família. Se você não tem paciência para as estripulias de um bebê, o ideal é um cão ou gato já maduro.
7. Animais adultos, principalmente os que foram resgatados das ruas e de maus-tratos, costumam ser muito gratos aos tutores. 
De alguma maneira eles sabem que agora estão em segurança. 
8. Os gastos com um adulto são menores. Enquanto os filhotes precisam de reforços de vacina, os adultos precisam apenas de uma dose anual. Além disso, geralmente eles já estão castrados e vermifugados, o que reduz ainda mais os gastos.
9. As pessoas dão preferência a adotar os filhotes. Assim, os velhinhos ficam encalhados em abrigos para animais. Se você gosta mesmo de cães e gatos, só essa é uma boa razão para adotar um animalzinho adulto.
10. Animais adultos se adaptam facilmente à nova família.


Hoje eu vi meu nome marcado numa postagem onde alguém perguntava dicas de como construir um Gatil. Aí eu pensei: opa, o que é que EU sei mesmo sobre isso?
A verdade: não muita coisa. Quase nada.
Resolvi então contar como tudo começou, com erros e acertos e tudo mais.

Bem, eu conheci a Irleide Oliveira - parceira de lutas (ficou meio comunista isso) - no Abrigo do Sr. Alberto. A verdade é que eu nem sabia que tinha gato lá (aonde estariam?) até que me contaram que haviam gatos sim, que estavam num quartinho. Quando abri a porta, eles eram... 07, se não me falha a memória. Uma pequenininha, que hoje em dia está adotada, me chamou a atenção, magrela, barrigão... Já tinha decidido levar comigo quando a "Irleide que tomava conta dos gatos" chegou. De conversa com ela descobri que os cachorros resgatados em Nova Descoberta (que é outra estória, que contarei logo mais) estavam num terreno cuidado por ela em Curcurana (que eu sequer sabia que existia) e que pensava em construir um Gatil naquele local, mas era difícil... Bem, foi assim que tudo começou.

Quando a gente não sabe de muita coisa, diz assim: queria ter um lugar para colocar os bichos que precisarem e... blablabla. Não é bem assim. Tínhamos o terreno. O espaço. E só.
A idéia do Gatil ficou pairando no ar, ou no limbo, até que eu um dia me irritei e resolvi que algo precisava ser feito para tirarmos a idéia do papel. surgiu aí a idéia do Bazar.
Pois descobri logo que ter o pedaço de terra não bastava.

Terra? Grande coisa.
Aí veio o Bazar. Eu tinha recém tirado o gesso do pé, mancando... Quem pensa que organizar um evento quase sem custo é simples, está muito errado. Mas foi um sucesso. Iupi, 500 reais, quanto dinheiro.... Só que não. Descobri que 500 reais não era nada. Havia a rifa (que ainda está correndo), que ajudou um pouco mas... a gente descobre que tem muito mais gastos que imaginava.

Então a gente resolveu pedir dinheiro na rua... Não, AINDA não.
Então começam as obras. Como? Que obras? O terreno onde hoje vivem os 08 cachorros resgatados em Nova Descoberta (em estado crítico de desnutrição e abandono) não tinha quase luz... O mato era do tamanho da gente. Os ratinhos vivem felizes. O Galo (que merece um  capítulo a parte) que vive lá aterroriza a todos. Não me leve a mal, Irleide fez MILAGRE naquele lugar. Mas ela é só uma. E é espaço, cachorro, ração... Muito pra uma pessoa só.
Então para se construir qualquer coisa, precisava-se cortar os matos.

Ou a gente planta Catnip.

Foram 03 dias só para acabar com os matos, que eram do nosso tamanho, sem exagero. A área que seria o gatil estava rodeada. Ah sim, para quem não sabe: o terreno é um "retangulo". Na parte da frente uma pequena casa, onde dormem os cachorros. Na parte de trás há uma estrutura, que acreditamos ser anteriormente para porcos, que serve hoje de base para a construção do abrigo. Então não tivemos que pensar muito na área a construir, pois vamos aproveitar a estrutura que temos. A questão foi: quantos gatos colocar? Chegamos ao número de 30 animais. Em situação de risco.

Vista de frente do terreno - com os matos já baixos.
Ao fundo a área do Gatil


Estrutura do gatil e os matos. Muitos deles.
Além disso, tivemos que colocar outros pontos de luz. Levar uma estrutura (mesa, banco...) para se poder ficar lá o dia todo. Água? Não tem. A gente pega do vizinho. Que ia ajudar a colocar água lá mas teve um probleminha com a justiça enfim... abafa o caso.

Então sem mato podíamos construir mas... como? Quais idéias? Como fazer? A primeira opção foi fechar os espaços com tela. E levantar paredes de tela pra frente dele, como se fosse um "quintal". Acabou que percebemos que não ia dar muito certo, daí a opção de levantar muros em L, aumentando a área construída pra frente e em cima fecharmos com telas.
Mas como fazer para pagar material e pedreiros? O dinheiro não dava pros dois. Então alguns milagres aconteceram, que já contei em outro post, mas vou relatar melhor, junto com os futuros problemas.
Tô descobrindo que pedaço de terra e dinheiro não resolve o problema.

Mas o resto conto depois.

Este domingo tem mais construção lá e espero contar estórias boas!


Faz tempo que não venho por aqui... Falta tempo, falta um pouco de tudo.

Felizmente não faltam boas notícias. Quem lembra de Diana, a gatinha que resgatamos grávida, com uma sarna bem avançada que fez uma ferida enorme e quase em carne viva em seu pescoço?
pra quem não lembra, olha ela aqui:



Bem, nessa foto ela tinha acabado de ser resgatada. Passaram alguns dias e ela teve quatro filhotinhos lindos!



Foi um problema, pois como estava amamentando, não podíamos dar nenhum medicamento, só limpar a ferida com soro. Pra complicar ela teve uma diarréia que só pudemos tratar com probiótico.
Então domingo passado seus bebês fizeram um mês!!




Agora estão os quatro para adoção. São 3 fêmeas e 1 macho, já estão bem educadinhos, fazem suas necessidades na caixa de areia e comem ração. Finalmente poderemos começar o tratamento pra sarna da mamãe Diana, como já começamos a dar banhos com um shampoo para ajudar também.

Quem quiser adotar ou ajudar, entre em contato!




Nesse 04 de outubro, não poderíamos deixar de homenagear o PROTETOR ANIMAL. Esse texto traduz o que significa, e deixa transparecer toda a "RAÇA" desses amantes dos animais.

“Eles são conhecidos popularmente como gateiros e cachorreiros. São pessoas que dedicam grande parte do seu tempo à causa da proteção dos animais domésticos.

Essas pessoas são capazes de sacrifícios imensos para defender aq
uilo que elas acreditam. Não existe no mundo – e digo sem medo de errar – nenhum outro movimento em que seus membros se envolvam tanto com a causa que abraçam. Nenhum grupo político ou religioso possui integrantes dispostos a tanto sacrifício pessoal como é o caso dos "gateiros" e "cachorreiros". Nenhum grupo social tem uma capacidade de mobilização tão forte quanto eles. É impressionante.

A sorte de quem maltrata animais é que esse imenso grupo de protetores ainda desconhece o poder que tem. Pois no dia que eles se organizarem e passarem a ter estratégias claras de atuação, o mundo político irá tremer.

Os protetores de animais podem arruinar uma carreira política. Podem condenar um produto ao fracasso e, até, causar enormes prejuízos à empresas que insistem em ignorá-los. Uma grande parte desse grupo de ativistas é formada por donas de casa. São mulheres que decidem o que comprar em seu lar e que, com o poder de mães, esposas e filhas, conseguem mudar a opinião – e o voto – da família.

Para a felicidade daqueles que ignoram os apelos desse grupo, o movimento ainda não é organizado. Não existem lideranças nacionais com capacidade de mobilizar e de conduzir uma ação uniforme em território nacional. No dia que isso acontecer, senadores da República e até candidatos a presidente do país terão que estender tapetes vermelhos para eles.

O mais impressionante nesse grupo, além do grande poder de mobilização, é outra característica muito singular: grana. Ou melhor, a falta dela. Em 25 anos de lida diária na causa ambiental, nunca vi um “movimento social” trabalhar sem ganhar. Pelo contrário. Penso que os protetores de animais é o único grupo que tira do próprio bolso o financiamento para as suas causas. Eles não são empregados em ONGs, não recebem bons salários, como a grande parte dos ambientalistas profissionais, não dispõe de financiamento público e muito menos recebem emendas de parlamentares. O dinheiro deles vem das “vaquinhas”, das “rifas” e dos trocados que conseguem juntar impondo-se algum sacrifício pessoal.

Não existem estatísticas que mostram quantos eles são. E muito menos existem dados oficiais sobre quem eles são.
Mas uma boa dica para identificar um potencial protetor é reparar em alguns dos seus hábitos mais comuns: possuem animais domésticos, provavelmente mais de um. Nas redes sociais, seus álbuns de fotos sempre possuem a foto de um gatinho, de um cachorrinho, ao lado das imagens de suas famílias. Para esse grupo, não existe diferença social entre os animais. Os de “raça” e os “vira-latas” são iguais, nem mais, nem menos.

A eles, os protetores e protetoras do Brasil, dedico minha inteira admiração e agradeço imensamente as lições de amor e respeito à vida, que muitas vezes nos faltam quando somos absorvidos pelos debates “técnicos” em nossa luta ambiental.

Dener Giovanini - O Estadão





Fonte: Mundo Pet


Boa noite a todos! Atualizar o blog está complicado pois me mudei e estou temporariamente sem internet...

Domingo foi dia do início da construção do Gatil! Eu, particularmente, mal podia acreditar! Depois de tanta luta, bazar, rifa... Conseguimos começar a levantar o muro! Um muro! Eu nunca imaginaria que um muro daria tanto trabalho, pra mim era simplesmente colar dois tijolos com cimento... hehehe.

Bendito muro!
Pois como estou falando em muro, vou contar como chegamos a ele. até uma semana atrás tínhamos algum dinheiro, nenhum pedreiro e sem idéia de prazo. Com mais ou menos R$ 500,00 em caixa fica difícil comprar material e pagar por um profissional. Bem, como eu disse no início deste post, me mudei. Então resolvi, como quem não quer nada, sondar com os pedreiros que estavam fazendo meu apartamento quanto eles cobrariam pelo projeto do Gatil, expliquei tudo, falei das dificuldades... qual não foi minha surpresa que eles aceitaram de pronto, sem regatear... E sem preço. Seu Zezinho, o chefe, simplesmente disse para eu não me preocupar.


Junior e seu Zezinho.
Devo confessar que eu só acreditei que eles iam mesmo quando bateram na minha porta neste domingo por volta das 8:00. Chegando lá, trabalharam sem parar (tirando pra comer uma linguicinha ou um sanduíche porque ninguém é de ferro!!) até quase 17:00.


Vocês devem ter notado que o título deste post é também "o valor da bondade". Pois estes 2 pedreiros me deram uma lição de vida. Quantos eu não conheço, super letrados, cultos, com dinheiro (ou nem tanto) que torceriam o nariz para estes dois homens simples (e porque não dizer, quem sabe eu também não torcesse?), mas que foram capazes de doar seu domingo, depois de terem trabalhado a semana toda (inclusive o sábado!) para uma causa, por um ideal. Ah sim, seu Zezinho nem gosta tanto de gatos. Mas estava lá, um senhor de pelo menos uns 68 anos. 


Quanta gente estuda tanto religião, esoterismo, misticismo, toma poções milagrosas, vai a igreja todo santo domingo, louva a Deus de dentro de sua casa mas não estende a mão para a necessidade do outro. Quantos "estou cansado, trabalhei a semana toda." eu já não ouvi (e falei!). Um ato de caridade vale mais pra qualquer Deus que você reze do que horas de oração. 
Oração pra mim é ouvir do seu Zezinho, depois de um dia de trabalho embaixo de um sol inclemente: "Eu estou feliz. Você não imagina o quanto estou satisfeito em ter vindo, ganhei meu domingo.". Eu me senti pequena diante da sinceridade quase etérea desse senhor simples de olhos cansados. Chorei. Pois depois de tanta luta, receber algo assim deve ter um significado grande.

Fazendo a base.

No meio do dia, Junior, o outro pedreiro que veio, chamou-me de "patroa". Eu disse a ele que não, que ali estávamos todos iguais. Um grupo de amigos reunidos em prol de uma causa maior.


Em tempo: Seu Zezinho quase não aceitou a grande quantia de R$ 25,00 que dei a ele. Tive que insistir. Ele me diz: "Você não me quer mais trabalhando lá não?". Acabou pegando o dinheiro quando eu disse que fazia questão. Na sua simplicidade talvez não tenha percebido que quem me faz o favor e de quebra engrandece minha alma, é ele.

"Estou muito feliz!"




Um gatuno! É assim que se pode chamar o gatinho Denis, que tem atormentado a vizinhança roubando centenas de peças de roupas, que ficam dando sopa nos jardins e quintais de um bairro tranquilo, em Luton, Bedfordshire, no Reino Unido.

Há 18 meses Denis tem “cometido crimes”, levando para casa toalhas de banho, calcinhas, bolas de futebol, cinco pincéis, um par de chinelos, uma camiseta de marca, uma boneca, luvas e até o calção de um boxeador, assim como um par de sapatos, um casaco de lã e dezenas de pares de meia...
Apelidado de “Denis o Pimentinha”, o bichano tem 2 anos de idade e pertence à senhora Lesley Newman, de 48 anos - a quem recorre assim que consegue um novo objeto para sua coleção de furtos.




Segundo a mulher, o primeiro item surrupiado pelo gato foi uma meia, encontrada em um jardim próximo. Ele tinha, então, apenas seis meses. Em menos de um mês a pilha de objetos foi crescendo e, só então, a senhora Lesley percebeu que mantinha um ladrãozinho em casa.
Como não sabe a quem pertencem os produtos furtados, resta a mulher apenas guarda-los, esperando que um dia alguém possa bater à sua porta reivindicando a posse dos bens.


“Ele normalmente deixa os objetos na porta da frente, mas às vezes os leva até minha cama enquanto estou dormindo. Obviamente, ele pensa que todos esses itens são presas. Eu nunca tentei freá-lo, pois odiaria muito mais se ele trouxesse coisas como animais mortos para dentro de casa. Agora já deve ter cerca de 100 objetos aqui e eu comecei a coleciona-los, caso alguém venha procurar seus pertences”, justificou a mulher ao “The Sun”. 
Por enquanto, parece que ninguém foi até lá buscar as roupas de volta e, assim, o gatuno segue na "impunidade", fazendo suas travessuras. 

Fonte: Virgula


Brincando com Má Má
Domingo é dia de ir ao terreno (que eu já chamo de abrigo) tentar adiantar as coisas. Infelizmente por motivos de força maior fomos só eu (Naty) e Irleide, já que houveram imprevistos que impediram a ida dos outros, que iriam ajudar e começar a construção do muro da área do Gatil.
Então restou fazer algo na parte elétrica dentro da casa. Para quem não sabe, o terreno constitui de uma casa principal, com 3 quartos pequenos e na parte de trás uma área que imaginamos ser antes um local para guardar porcos ou pequenos animais. A casa é lar dos 8 cachorros que lá já estão e a construção de trás será para o Gatil. Este terreno, porém, precisa de muitas melhorias e investimento constante, visto que o mato cresce rápido, os ratos por enquanto são os segundos donos e não há água. Energia elétrica chegou faz pouco tempo.

Tupã fugindo do Sol
Sempre bom ficar na companhia dos cães, que são um balde de energia positiva para o início da semana. Quanto às obras, bem, se os Deuses permitirem e der tudo certo, começam domingo que vem. Reza a lenda que até churrasqueira teremos para passar bem o dia. Temos que ter fé que tudo vai dar certo, apesar do dinheiro arrecadado até o momento não ser suficiente para tudo que é necessário (por isso não podemos contratar um pedreiro, por exemplo), então nosso ritmo tem que ser no ritmo das pessoas que gentilmente estão ajudando sem cobrar nada.



Foto suada de Penélope!

Ufaaa!
Malhada e sua mommy

Uma ótima semana pra quem vem e me lê. Este blog é feito com sacrifício e carinho para todos aquele, protetores ou não, que amam e torcem pelos animais.



Minha relação com os animais vem desde que tinha uns 5 anos, meu pai ganhou um Labrador (mistico) de nome Rex , na nossa casa, tinha uma Sabiá que foi adotada por minha mãe e vivia solta, tinha uma gaiolinha mas só entrava nela pra dormir e se proteger, vivíamos cercados de galinhas, todos animais que viviam na rua e iam de um jeito ou de outro parar lá em casa!! E eram criados como bichos de estimação, tinha duas tartaruguinhas... preás... Até minha mãe uma vez ganhou uma vaca de meu pai !! A beleza da raça Gir- Zebu.


O Rex morreu de velho aos 16 anos e em seguida chegou o Mikole, Nely, Emily, Firmino, Fredy, Spok, Agatha, Cash, Nininha (os dois últimos eram gatos) e por ai foi!! Sempre cuidando, ajudando, pegando da rua e fazendo adoção....
Essa é nossa história! 

 Detalhe: meu pai era como eu, adoravaaaaaaaaaaaaaaa bichos soltos!! Minha mãe é também como eu, curativos, urgências....então acho que tenho dos dois um pouco o que pra mim é essencial para me achar hoje , modéstia parte: UMA PROTETORA!!! Tenho 6 filhos adotivos, Laysa, Kayte, Firmino, Nirraje, Fiona, Willy, Spuma, eu e meu marido moramos na casa deles, pois nos deixaram um quarto e o banheiro para isso! O resto é deles!!


Não me vejo fazendo outra coisa a não ser cuidar e defender esses inocentes. Como enfermeira humana me dedico a cuidar deles, isso com a ajuda de muitos como você!! E pretendo fazer Veterinária em 2013, tanto foi a necessidade que conheci nessa ruas que explodem de sofrimento animal! Espero poder fazer mais caso me torne uma vereadora!! Pois esse não é um sonho meu e sim uma conquista de todos e principalmente deles!! Nossos anjos de pêlos e os demais!! 


* Magda é candidata a vereadora por Jaboatão.
Quer me mandar sua estória como protetora? Ou como um animal mudou sua vida? Vou adorar postar. Envie para nmusa4@gmail.com ou por Facebook mesmo, aqueles que são amigos.


Cachorro fiel se recusa a sair do lado do túmulo de seu dono e está lá a 6 anos.


O Pastor Alemão Capitão fugiu de sua casa após a morte do argentino Miguel Guzman em 2006. Uma semana depois a família de Miguel foi visitar seu túmulo e lá encontraram o animal sentado esperando ao lado do descanso de seu dono.

Loyal: Capitan has not left the side of Miguel Guzman's grave since 2006 - and sleeps on top of it every night

Desde então o cão raramente abandona seu posto no cemitério da cidade de Villa Carlos Paz (Argentina).
O Sr. Guzman comprou Capitan para dar de presente ao seu filho de 13 anos em 2005.
Ele morreu de repente em março do ano seguinte, porém quando sua família retornou do funeral, o cão havia desaparecido.

A viúva do Sr. Guzman contou a um jornal argentino: "Nós procuramos por ele mas ele havia sumido. Nós pensamos que ele pudesse ter sido atropelado e morrido."
"No domingo seguinte fomos ao cemitério e Damian reconheceu seu cachorro. Capitan veio até nós, latindo e ganindo, como se tivesse chorando."

His Masters Grave: The German Shepherd ran away from the family home shortly after Mr Guzman's funeral and miraculously found his resting place

Ela adicionou: "Nós nunca o levamos ao cemitério, então é um mistério como ele conseguiu encontrar o lugar."
"Nós voltamos no domingo seguinte e ele estava lá novamente. Desta vez ele nos seguiu até em casa, passou um tempo mas voltou ao cemitério antes que escurecesse."
"Eu acho que ele não queria deixar Miguel sozinho durante a noite."

Protector: Although it has been six years since Mr Guzman's death Capitan proves a faithful companion and guards his grave day and night

Here to stay: Mr Guzman's son Damian has tried to bring Capitan home but he always runs back to the cemetary in Villa Carlos Paz

O diretor do cemitério Hector Baccega lembra do dia em que ele viu o cão pela primeira vez.
Ele conta: "Ele apareceu aqui um dia sozinho e começou a vagar pelo cemitério até que encontrou o túmulo de seu dono."
"Durante o dia ele as vezes caminha pelo cemitério, mas sempre retorna logo para o túmulo. E todos os dias, às 6:00 da tarde em ponto, ele se deita em cima dele e fica lá a noite toda.
Sr. Baccega adiciona que a equipe do lugar está alimentando e cuidando de Capitan agora.
O filho do Sr. Guzman, Damian, diz: "Eu tentei levar Capitan para casa diversas vezes, mas ele sempre retorna ao cemitério. Eu acho que ele vai ficar lá até morrer também. Está cuidando do meu pai."
A história é parecida com a de Hachiko, um Akita que esperou pelo retorno do seu dono em uma estação de trem em Tóquio todos os dias por nove anos, depois que Hidesaburo Ueno, o dono do animal, morreu no trabalho em maio de 1925.


13 de setembro de 2012

Fonte: Mail Online



Gente querida!


Me lembro quando era ainda uma menina que sempre tivemos animais em casa, minha família toda adora animais, sendo que em especial eu e a minha mãe somos realmente PROTETORAS.


Porque ajudar animais e não crianças, velhos?

Porque eles são indefesos e cá pra nós: tem muito mais pessoas ajudando pessoas do que pessoas ajudando os animais não é mesmo? Prefiro ficar com essa minoria.
Amo o que eu faço, sofro, choro compulsivamente com as atrocidades que eu vejo DIARIAMENTE, seja na minha rua, seja na TV.
Enfim, nossa luta é muito grande mas vejo um horizonte com vitórias.
São muitas pessoas que conheci ao longo desses anos que trabalham ativamente em prol, desses animais.


Moro em um bairro de Jaboatão (Conj. Muribeca) muito esquecido, sem saneamento, sem ruas asfaltadas e claro, muitos animais nas ruas, não poderia ser diferente.
Diariamente ando com o meu KIT SOBREVIVÊNCIA (água e ração) dentro da minha bolsa e qualquer gato ou cachorro que vejo em alguma esquina eu alimento e assim alimento meu coração, saio fazendo uma prece para que os Espíritos de Luz possam ABRANDAR o sofrimento desses nossos irmãos ....


Estou no grupo MÃOS E PATAS que tem um trabalho magnífico de conscientização e educação animal incrível, estamos chegando em bairros pobres para fazermos os MUTIRÕES DE CASTRAÇÃO, e está fazendo um sucesso maravilhoso, isso graças à ajuda de muitas pessoas que apoiam a nossa causa e isso ajuda a minimizar a população dos animais de rua.

Mesmo que o nosso futuro seja doloroso, continuo a cada dia com a esperança em ver crianças, adultos e velhos respeitando nossos animais, dando amor, carinho e atenção.


São muitos casos que vivencio e sei que cada Protetor tem uma história para contar, em especial tenho a do Lobo Marinho, um cão de aproximadamente 8 anos que em resgatamos em dezembro do ano passado vítima de MAUS TRATOS (apedrejamento) no crâneo. Uma noite estava jantando e o telefone tocou, uma conhecida pedindo em lágrimas que fôssemos enterrar o pobre cão, pois não tinha aguentado os três meses de sofrimento.

Pasmem! Três meses com uma lesão, hemorragia no ouvido e seu antigo dono simplesmente o jogou na rua, pois alegou que não sabia como cuidar dele.
Quando chegamos no local o mesmo estava respirando mas não aguentava ficar em pé, imediatamente o levamos para casa e estamos com ele até hoje, infelizmente sua orelhinha foi amputada pois como passou muito tempo sem tratamento uma parte da carne do ouvido estava necrosada.

Hoje ele goza de muita saúde é um animal feliz e com muito amor pra dar. Nos ama incondicionalmente.
Temos outros em casa, se fosse falar de cada um deles ia tomar todo o blog de Naty (rsrsrs).
Mas é isso: ser PROTETORA é simplesmente ser mãe, com aquele amor incondicional, querendo mover mundos e fundos para cuidar de seu filho .... é assim que me sinto.

* Quem quiser dar seu depoimento, é só enviar para meu e-mail: nmusa4@gmail.com



Não adianta, quando eu tenho um blog eu tenho que falar da minha vida. Enfim, fazer o que?
Para quem não sabe eu sou de Brasília mas estava morando em Curitiba por 8 anos antes de vir morar em Recife. E quem conhece estas duas cidades em que eu estava sabe que por um motivo ou outro você não vê muitos animais nas ruas. Porém, quando eu cheguei aqui eu vi... E muitos. 

Eu já criava gatos em Curitiba e, alguns meses depois de chegar resgatei uma gatinha na frente do colégio Santos Dummond, tadinha, um bebê e doente... Depois desta, vieram muitos. Costumo dizer que a "culpa" é da minha mãe, que me deixava pegar até pombinhos machucados e levar pra casa para serem cuidados... (risos)
Houveram casos mais amenos a casos mais tristes, como uma gatinha que peguei quando minha mãe estava um dia olhando pela janela do nosso apartamento numa tarde de domingo e viu um garoto jogando uma pobre peludinha no canal e quando ele tentava nadar para a margem ele jogava pedras (confesso que corri para pegar o garoto e se eu tivesse conseguido eu ia jogar ele no canal e ficar jogando pedras para ele ver como é "legal"), um outro que estava todo sujo de lama e machucado por cachorros na rua, uma bebezinha deixada pra "se virar" na pracinha de Boa Viagem... A maioria estava no Colégio Santos Dummond, depósito de gatos aqui de Setúbal, mas também peguei gatinhos no Pina, na Rural...
Eu não fazia idéia da rede de protetores que existia aqui em Recife, conhecendo-os muito tempo depois pelo Facebook, primeiramente na passeata do Crueldade Nunca Mais e posteriormente num mutirão de banho do Abrigo do Sr. Alberto, onde tive o prazer de conhecer pessoas fantásticas e que fazem um trabalho incrível, como Irleide Oliveira, Gil Marinho, Magda Abreu, Izabel Luna... Depois de ter contato com elas estou trabalhando cada vez mais ativamente pela causa.
Hoje estou engajada na construção do gatil no terreno onde já estão 8 cães cuidados pela Irleide. Ah sim, não é que eu não goste de cachorros. Resgato gatos por 2 motivos: são mais fáceis de manter em apartamento (que é o que eu tenho) e porque, por algum motivo, são casos de gatos que cruzam meu caminho.
Por que estou escrevendo tudo isso? Para passar o amor adiante. Pois se foi algo que aprendi é que quando você faz o bem, de uma forma que nem eu sei explicar porque, as coisas acontecem pra gente. Nunca me faltou dinheiro para cuidar dos gatos que resgatei. Sempre, de uma forma ou de outra, acabava encontrando um dono para todos eles e os que eu fiquei foi porque assim o desejei. Incrível como sempre que eu precisava, surgiam alunos particulares (sou professora de inglês) do nada, quantias que eu não estava esperando, alguém para ajudar que eu nunca imaginaria ajudando... Pequenos milagres.
As vezes a gente se pergunta porque nossa vida não vai pra frente, as vezes se sente vazio, incompleto. Eu aprendi que temos que fazer a roda girar, para se ter o bem é preciso dar o bem, fazer fluir a energia do Universo. Nos damos desculpas esfarrapadas como "falta de tempo", "falta de dinheiro", mas eu conheci pessoas simples que doavam um pouco já do pouco que tinham por uma causa... Ou pessoas teoricamente sem tempo que arranjaram tempo para visitar um abrigo (neste caso, de crianças).
Para mim ajudar animais não é apenas uma escolha. Eu simplesmente NÃO CONSIGO ser indiferente. Eu faço pouco, muito pouco, perto de muitos que conheci, inclusive. Ainda me dou desculpas, ainda me prendo a coisas que não deveria. Mas eu preciso ser parte de algo, na verdade, fazer a minha parte para tentar mudar este mundo cheio de pobreza (também de espírito) em que vivemos. Para viver melhor comigo mesma e com os que me cercam.
Queria que muitos fizessem sua parte. Fizessem acontecer a mudança que todos querem para o mundo. E tenho esperança que um dia isso acontecerá.

(se alguém quiser contar cmo se tornou protetora, adoraria escutar a estória e colocar no blog... Talvez inspirasse muitos!)


Alguns dos anjinhos que passaram pela minha vida desde que cheguei em Recife, a 6 anos atrás. Não estão todos aqui nestas fotos, pois alguns estão comigo, outros com famílias amorosas e alguns viraram estrelinha... 



Apolo

Atena

Baco

Eilan

Fifi

Hera

Inana

Isis

Kiano

Lua

Ozzy

Selene

Vivi

Zeus