Dez razões para adotar um animal adulto

1. Os adultos já têm uma personalidade definida e dificilmente mudam de comportamento sem nenhuma razão. Por isso você já sabe se ele é calmo, brincalhão, se convive bem com crianças, entre outras características. No caso dos filhotes tudo é uma surpresa.
2. Você já sabe o tamanho do animal, afinal ele não irá mais crescer.
3. O animal adulto dá menos trabalho com relação a comportamento, como por exemplo, fazer xixi fora do lugar.
4. Os adultos não têm necessidade e nem tendência para destruir objetos da casa.
5. Outro benefício em adotar um animal adulto é poder escolher um companheiro de acordo com o perfil do tutor.
6. Enquanto os filhotes querem correr, escalar, desvendar a nova casa, os animais adultos preferem passar seu tempo com o tutor e com a família. Se você não tem paciência para as estripulias de um bebê, o ideal é um cão ou gato já maduro.
7. Animais adultos, principalmente os que foram resgatados das ruas e de maus-tratos, costumam ser muito gratos aos tutores. 
De alguma maneira eles sabem que agora estão em segurança. 
8. Os gastos com um adulto são menores. Enquanto os filhotes precisam de reforços de vacina, os adultos precisam apenas de uma dose anual. Além disso, geralmente eles já estão castrados e vermifugados, o que reduz ainda mais os gastos.
9. As pessoas dão preferência a adotar os filhotes. Assim, os velhinhos ficam encalhados em abrigos para animais. Se você gosta mesmo de cães e gatos, só essa é uma boa razão para adotar um animalzinho adulto.
10. Animais adultos se adaptam facilmente à nova família.


Hoje eu vi meu nome marcado numa postagem onde alguém perguntava dicas de como construir um Gatil. Aí eu pensei: opa, o que é que EU sei mesmo sobre isso?
A verdade: não muita coisa. Quase nada.
Resolvi então contar como tudo começou, com erros e acertos e tudo mais.

Bem, eu conheci a Irleide Oliveira - parceira de lutas (ficou meio comunista isso) - no Abrigo do Sr. Alberto. A verdade é que eu nem sabia que tinha gato lá (aonde estariam?) até que me contaram que haviam gatos sim, que estavam num quartinho. Quando abri a porta, eles eram... 07, se não me falha a memória. Uma pequenininha, que hoje em dia está adotada, me chamou a atenção, magrela, barrigão... Já tinha decidido levar comigo quando a "Irleide que tomava conta dos gatos" chegou. De conversa com ela descobri que os cachorros resgatados em Nova Descoberta (que é outra estória, que contarei logo mais) estavam num terreno cuidado por ela em Curcurana (que eu sequer sabia que existia) e que pensava em construir um Gatil naquele local, mas era difícil... Bem, foi assim que tudo começou.

Quando a gente não sabe de muita coisa, diz assim: queria ter um lugar para colocar os bichos que precisarem e... blablabla. Não é bem assim. Tínhamos o terreno. O espaço. E só.
A idéia do Gatil ficou pairando no ar, ou no limbo, até que eu um dia me irritei e resolvi que algo precisava ser feito para tirarmos a idéia do papel. surgiu aí a idéia do Bazar.
Pois descobri logo que ter o pedaço de terra não bastava.

Terra? Grande coisa.
Aí veio o Bazar. Eu tinha recém tirado o gesso do pé, mancando... Quem pensa que organizar um evento quase sem custo é simples, está muito errado. Mas foi um sucesso. Iupi, 500 reais, quanto dinheiro.... Só que não. Descobri que 500 reais não era nada. Havia a rifa (que ainda está correndo), que ajudou um pouco mas... a gente descobre que tem muito mais gastos que imaginava.

Então a gente resolveu pedir dinheiro na rua... Não, AINDA não.
Então começam as obras. Como? Que obras? O terreno onde hoje vivem os 08 cachorros resgatados em Nova Descoberta (em estado crítico de desnutrição e abandono) não tinha quase luz... O mato era do tamanho da gente. Os ratinhos vivem felizes. O Galo (que merece um  capítulo a parte) que vive lá aterroriza a todos. Não me leve a mal, Irleide fez MILAGRE naquele lugar. Mas ela é só uma. E é espaço, cachorro, ração... Muito pra uma pessoa só.
Então para se construir qualquer coisa, precisava-se cortar os matos.

Ou a gente planta Catnip.

Foram 03 dias só para acabar com os matos, que eram do nosso tamanho, sem exagero. A área que seria o gatil estava rodeada. Ah sim, para quem não sabe: o terreno é um "retangulo". Na parte da frente uma pequena casa, onde dormem os cachorros. Na parte de trás há uma estrutura, que acreditamos ser anteriormente para porcos, que serve hoje de base para a construção do abrigo. Então não tivemos que pensar muito na área a construir, pois vamos aproveitar a estrutura que temos. A questão foi: quantos gatos colocar? Chegamos ao número de 30 animais. Em situação de risco.

Vista de frente do terreno - com os matos já baixos.
Ao fundo a área do Gatil


Estrutura do gatil e os matos. Muitos deles.
Além disso, tivemos que colocar outros pontos de luz. Levar uma estrutura (mesa, banco...) para se poder ficar lá o dia todo. Água? Não tem. A gente pega do vizinho. Que ia ajudar a colocar água lá mas teve um probleminha com a justiça enfim... abafa o caso.

Então sem mato podíamos construir mas... como? Quais idéias? Como fazer? A primeira opção foi fechar os espaços com tela. E levantar paredes de tela pra frente dele, como se fosse um "quintal". Acabou que percebemos que não ia dar muito certo, daí a opção de levantar muros em L, aumentando a área construída pra frente e em cima fecharmos com telas.
Mas como fazer para pagar material e pedreiros? O dinheiro não dava pros dois. Então alguns milagres aconteceram, que já contei em outro post, mas vou relatar melhor, junto com os futuros problemas.
Tô descobrindo que pedaço de terra e dinheiro não resolve o problema.

Mas o resto conto depois.

Este domingo tem mais construção lá e espero contar estórias boas!


Faz tempo que não venho por aqui... Falta tempo, falta um pouco de tudo.

Felizmente não faltam boas notícias. Quem lembra de Diana, a gatinha que resgatamos grávida, com uma sarna bem avançada que fez uma ferida enorme e quase em carne viva em seu pescoço?
pra quem não lembra, olha ela aqui:



Bem, nessa foto ela tinha acabado de ser resgatada. Passaram alguns dias e ela teve quatro filhotinhos lindos!



Foi um problema, pois como estava amamentando, não podíamos dar nenhum medicamento, só limpar a ferida com soro. Pra complicar ela teve uma diarréia que só pudemos tratar com probiótico.
Então domingo passado seus bebês fizeram um mês!!




Agora estão os quatro para adoção. São 3 fêmeas e 1 macho, já estão bem educadinhos, fazem suas necessidades na caixa de areia e comem ração. Finalmente poderemos começar o tratamento pra sarna da mamãe Diana, como já começamos a dar banhos com um shampoo para ajudar também.

Quem quiser adotar ou ajudar, entre em contato!




Nesse 04 de outubro, não poderíamos deixar de homenagear o PROTETOR ANIMAL. Esse texto traduz o que significa, e deixa transparecer toda a "RAÇA" desses amantes dos animais.

“Eles são conhecidos popularmente como gateiros e cachorreiros. São pessoas que dedicam grande parte do seu tempo à causa da proteção dos animais domésticos.

Essas pessoas são capazes de sacrifícios imensos para defender aq
uilo que elas acreditam. Não existe no mundo – e digo sem medo de errar – nenhum outro movimento em que seus membros se envolvam tanto com a causa que abraçam. Nenhum grupo político ou religioso possui integrantes dispostos a tanto sacrifício pessoal como é o caso dos "gateiros" e "cachorreiros". Nenhum grupo social tem uma capacidade de mobilização tão forte quanto eles. É impressionante.

A sorte de quem maltrata animais é que esse imenso grupo de protetores ainda desconhece o poder que tem. Pois no dia que eles se organizarem e passarem a ter estratégias claras de atuação, o mundo político irá tremer.

Os protetores de animais podem arruinar uma carreira política. Podem condenar um produto ao fracasso e, até, causar enormes prejuízos à empresas que insistem em ignorá-los. Uma grande parte desse grupo de ativistas é formada por donas de casa. São mulheres que decidem o que comprar em seu lar e que, com o poder de mães, esposas e filhas, conseguem mudar a opinião – e o voto – da família.

Para a felicidade daqueles que ignoram os apelos desse grupo, o movimento ainda não é organizado. Não existem lideranças nacionais com capacidade de mobilizar e de conduzir uma ação uniforme em território nacional. No dia que isso acontecer, senadores da República e até candidatos a presidente do país terão que estender tapetes vermelhos para eles.

O mais impressionante nesse grupo, além do grande poder de mobilização, é outra característica muito singular: grana. Ou melhor, a falta dela. Em 25 anos de lida diária na causa ambiental, nunca vi um “movimento social” trabalhar sem ganhar. Pelo contrário. Penso que os protetores de animais é o único grupo que tira do próprio bolso o financiamento para as suas causas. Eles não são empregados em ONGs, não recebem bons salários, como a grande parte dos ambientalistas profissionais, não dispõe de financiamento público e muito menos recebem emendas de parlamentares. O dinheiro deles vem das “vaquinhas”, das “rifas” e dos trocados que conseguem juntar impondo-se algum sacrifício pessoal.

Não existem estatísticas que mostram quantos eles são. E muito menos existem dados oficiais sobre quem eles são.
Mas uma boa dica para identificar um potencial protetor é reparar em alguns dos seus hábitos mais comuns: possuem animais domésticos, provavelmente mais de um. Nas redes sociais, seus álbuns de fotos sempre possuem a foto de um gatinho, de um cachorrinho, ao lado das imagens de suas famílias. Para esse grupo, não existe diferença social entre os animais. Os de “raça” e os “vira-latas” são iguais, nem mais, nem menos.

A eles, os protetores e protetoras do Brasil, dedico minha inteira admiração e agradeço imensamente as lições de amor e respeito à vida, que muitas vezes nos faltam quando somos absorvidos pelos debates “técnicos” em nossa luta ambiental.

Dener Giovanini - O Estadão





Fonte: Mundo Pet


Boa noite a todos! Atualizar o blog está complicado pois me mudei e estou temporariamente sem internet...

Domingo foi dia do início da construção do Gatil! Eu, particularmente, mal podia acreditar! Depois de tanta luta, bazar, rifa... Conseguimos começar a levantar o muro! Um muro! Eu nunca imaginaria que um muro daria tanto trabalho, pra mim era simplesmente colar dois tijolos com cimento... hehehe.

Bendito muro!
Pois como estou falando em muro, vou contar como chegamos a ele. até uma semana atrás tínhamos algum dinheiro, nenhum pedreiro e sem idéia de prazo. Com mais ou menos R$ 500,00 em caixa fica difícil comprar material e pagar por um profissional. Bem, como eu disse no início deste post, me mudei. Então resolvi, como quem não quer nada, sondar com os pedreiros que estavam fazendo meu apartamento quanto eles cobrariam pelo projeto do Gatil, expliquei tudo, falei das dificuldades... qual não foi minha surpresa que eles aceitaram de pronto, sem regatear... E sem preço. Seu Zezinho, o chefe, simplesmente disse para eu não me preocupar.


Junior e seu Zezinho.
Devo confessar que eu só acreditei que eles iam mesmo quando bateram na minha porta neste domingo por volta das 8:00. Chegando lá, trabalharam sem parar (tirando pra comer uma linguicinha ou um sanduíche porque ninguém é de ferro!!) até quase 17:00.


Vocês devem ter notado que o título deste post é também "o valor da bondade". Pois estes 2 pedreiros me deram uma lição de vida. Quantos eu não conheço, super letrados, cultos, com dinheiro (ou nem tanto) que torceriam o nariz para estes dois homens simples (e porque não dizer, quem sabe eu também não torcesse?), mas que foram capazes de doar seu domingo, depois de terem trabalhado a semana toda (inclusive o sábado!) para uma causa, por um ideal. Ah sim, seu Zezinho nem gosta tanto de gatos. Mas estava lá, um senhor de pelo menos uns 68 anos. 


Quanta gente estuda tanto religião, esoterismo, misticismo, toma poções milagrosas, vai a igreja todo santo domingo, louva a Deus de dentro de sua casa mas não estende a mão para a necessidade do outro. Quantos "estou cansado, trabalhei a semana toda." eu já não ouvi (e falei!). Um ato de caridade vale mais pra qualquer Deus que você reze do que horas de oração. 
Oração pra mim é ouvir do seu Zezinho, depois de um dia de trabalho embaixo de um sol inclemente: "Eu estou feliz. Você não imagina o quanto estou satisfeito em ter vindo, ganhei meu domingo.". Eu me senti pequena diante da sinceridade quase etérea desse senhor simples de olhos cansados. Chorei. Pois depois de tanta luta, receber algo assim deve ter um significado grande.

Fazendo a base.

No meio do dia, Junior, o outro pedreiro que veio, chamou-me de "patroa". Eu disse a ele que não, que ali estávamos todos iguais. Um grupo de amigos reunidos em prol de uma causa maior.


Em tempo: Seu Zezinho quase não aceitou a grande quantia de R$ 25,00 que dei a ele. Tive que insistir. Ele me diz: "Você não me quer mais trabalhando lá não?". Acabou pegando o dinheiro quando eu disse que fazia questão. Na sua simplicidade talvez não tenha percebido que quem me faz o favor e de quebra engrandece minha alma, é ele.

"Estou muito feliz!"