Boa noite a todos! Atualizar o blog está complicado pois me mudei e estou temporariamente sem internet...
Domingo foi dia do início da construção do Gatil! Eu, particularmente, mal podia acreditar! Depois de tanta luta, bazar, rifa... Conseguimos começar a levantar o muro! Um muro! Eu nunca imaginaria que um muro daria tanto trabalho, pra mim era simplesmente colar dois tijolos com cimento... hehehe.
Pois como estou falando em muro, vou contar como chegamos a ele. até uma semana atrás tínhamos algum dinheiro, nenhum pedreiro e sem idéia de prazo. Com mais ou menos R$ 500,00 em caixa fica difícil comprar material e pagar por um profissional. Bem, como eu disse no início deste post, me mudei. Então resolvi, como quem não quer nada, sondar com os pedreiros que estavam fazendo meu apartamento quanto eles cobrariam pelo projeto do Gatil, expliquei tudo, falei das dificuldades... qual não foi minha surpresa que eles aceitaram de pronto, sem regatear... E sem preço. Seu Zezinho, o chefe, simplesmente disse para eu não me preocupar.
| Junior e seu Zezinho. |
Devo confessar que eu só acreditei que eles iam mesmo quando bateram na minha porta neste domingo por volta das 8:00. Chegando lá, trabalharam sem parar (tirando pra comer uma linguicinha ou um sanduíche porque ninguém é de ferro!!) até quase 17:00.
Vocês devem ter notado que o título deste post é também "o valor da bondade". Pois estes 2 pedreiros me deram uma lição de vida. Quantos eu não conheço, super letrados, cultos, com dinheiro (ou nem tanto) que torceriam o nariz para estes dois homens simples (e porque não dizer, quem sabe eu também não torcesse?), mas que foram capazes de doar seu domingo, depois de terem trabalhado a semana toda (inclusive o sábado!) para uma causa, por um ideal. Ah sim, seu Zezinho nem gosta tanto de gatos. Mas estava lá, um senhor de pelo menos uns 68 anos.
Quanta gente estuda tanto religião, esoterismo, misticismo, toma poções milagrosas, vai a igreja todo santo domingo, louva a Deus de dentro de sua casa mas não estende a mão para a necessidade do outro. Quantos "estou cansado, trabalhei a semana toda." eu já não ouvi (e falei!). Um ato de caridade vale mais pra qualquer Deus que você reze do que horas de oração.
Oração pra mim é ouvir do seu Zezinho, depois de um dia de trabalho embaixo de um sol inclemente: "Eu estou feliz. Você não imagina o quanto estou satisfeito em ter vindo, ganhei meu domingo.". Eu me senti pequena diante da sinceridade quase etérea desse senhor simples de olhos cansados. Chorei. Pois depois de tanta luta, receber algo assim deve ter um significado grande.
| Fazendo a base. |
No meio do dia, Junior, o outro pedreiro que veio, chamou-me de "patroa". Eu disse a ele que não, que ali estávamos todos iguais. Um grupo de amigos reunidos em prol de uma causa maior.
Em tempo: Seu Zezinho quase não aceitou a grande quantia de R$ 25,00 que dei a ele. Tive que insistir. Ele me diz: "Você não me quer mais trabalhando lá não?". Acabou pegando o dinheiro quando eu disse que fazia questão. Na sua simplicidade talvez não tenha percebido que quem me faz o favor e de quebra engrandece minha alma, é ele.
| "Estou muito feliz!" |
Me emocionei com a história, com a iniciativa de vcs e a bondade dos pedreiros!
ResponderExcluirDeus ilumine a vida de vocês!
Tem muita gente boa no mundo ainda. Que bacana! Deus abençoe!
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